CAPACITAÇÃO EM PRODUÇÃO DE MUDAS POR MINIESTAQUIA APLICADA À RECUPERAÇÃO DE AMBIENTE DE NASCENTES.

Instrutora: Ma. Mhaiandry Benedetti Rodrigues

 

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INFORMAÇÕES NA ADRAM PELO TELEFONE: (48) 3626-5815

Comitê Tubarão faz saídas a campo para monitoramento e análise das águas

Diante da necessidade de monitoramento contínuo das águas que abastecem a região, por conta da estiagem prolongada e como consequência a intrusão da cunha salina, membros do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Tubarão e Complexo Lagunar têm realizado saídas a campo para coleta e análise de dados.

Nos dias 27 e 29 de maio, foram realizados registros de três saídas a campo, duas delas tendo como percurso os rios Tubarão e Capivari e em uma terceira, a Lagoa de Imaruí.

No dia 27, com o apoio da Defesa Civil que cedeu embarcação e piloto (Sgt. Robson) eles percorreram o trecho compreendido entre o Clube 29 de Junho e a passarela em frente à Unisul. Isso resultou em análise de amostras de 11 pontos no Rio Tubarão e 2 do Rio Capivari.

No dia 29, a saída a campo contou com o apoio da Polícia Ambiental de Santa Catarina, percorrendo o trecho que foi da Foz do Rio Tubarão, na Lagoa Santo Antônio, até a passarela, na Unisul.

Na oportunidade, percebeu-se uma uniformidade de indicadores até chegar ao ponto onde está sendo construída a nova ponte, na Rua Uruguai, próximo ao Farol Shopping, o que confirma que os dados de jusante e montante recebem influência da obra de ensecadeira para a fundação da ponte, por servir como barreira do avanço da cunha salina.

Ainda no dia 29, a coleta e análise de dados da Lagoa de Imaruí, incluindo Mirim, pontos do Rio D´Una e área de captação da ETA (Estação de Tratamento de Água) de Imbituba, percebeu-se o avanço da intrusão da cunha salina em direção à ETA.

Em todas as saídas a campo é utilizada a Garrafa Van Dorn, equipamento adquirido pelo Comitê Tubarão e Complexo Lagunar, que permite a captação e análise de águas mais profundas.

“É indispensável continuarmos o monitoramento, análise de dados e seus reflexos”, afirmou o presidente do Comitê Tubarão, Francisco de Assis Beltrame, que participa das visitas, juntamente com o secretário executivo do Comitê, Patrício Higino de Mendonça Fileti e o Eng. Rafael Marques.

A saída a campo do dia 29 em Tubarão contou ainda com a participação dos membros do Comitê representando o Sindicato Rural de Tubarão, Maicon dos Reis Soares e o engenheiro da Agência Reguladora de Águas de Tubarão, Rafael Marques, além do comandante da Polícia Militar Ambiental, tenente Fernando Magoga, e de equipe da Polícia Ambiental, do gestor coordenador de proteção e defesa civil de Tubarão, Murilo Damian Ribeiro, do técnico estagiário Rodrigo Santos e do vereador de Laguna, Peterson Crippa da Silva.

 

LEGENDA DAS FOTOS:

Figura 1 – Apoio da Defesa Civil de Tubarão com o emprésti

mo da embarcação.

Figura 2 – A fotografia objetiva mostrar a equipe que foi embarcada para fazer a coleta. Observa-se também os equipamentos utilizados: Garrafa e Van Dorn e Condutivímetro.

Figura 3 – Apoio da POLÍCIA AMBIENTAL, sediada em Laguna, com o empréstimo da embarcação e estrutura operacional, nesta parceria com a PMA o Comitê contribuiu com os custos do combustível para a diligência em questão.

Figura 4 – Esta imagem nos mostra a intervenção com as obras de ensecadeira para permitir obras de fundação da ponte, embora com um estreito canal, formatam uma espécie de barramento no curso d´água.

Figura 5 – Vista da foz do Rio Tubarão em se desemboco na Lagoa de Santo Antônio em Laguna

Figura 6 – Vista da passarela defronte à UNISUL em Tubarão, fim da incursão pelo rio motivada pela presença de um banco de areia ou seixo quase aflorante, a jusante da passarela, que impossibilitou a embarcação de avançar.

Figura – Nesta foto alguns membros da diligência – tirando a selfie Francisco Beltrame, Rafael Marques (que ficou sexagenário neste dia) e o Tenente Magoga, Comandante da PMA que fica mais uma vez nossos agradecimentos.

Figura 8 – Coleta de água na Captação da ETA de Imbituba, no Rio D´Una.

Figura 9 – Esta imagem mostra os membros do Comitê (Francisco e Patrício), após as coletas de água no ponto P4-Rio D´Una_Ponte de Imaruí, ao fundo, a foz na lagoa do mirim.

 

Comitê Tubarão visita nascente protegida em 2009, afetada pela estiagem

Comitê Tubarão visita nascente protegida em 2009, afetada pela estiagem

Com a estiagem que o Estado de Santa Catarina vêm enfrentando, algumas nascentes tem sido afetadas na região. É o caso da nascente do sr. Anselmo Bortolo, que possui uma propriedade em Pedras Grandes, na Comunidade São João de Azambuja, preservada desde 2009 através do trabalho do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Tubarão e Complexo Lagunar.

A nascente foi protegida há 11 anos, por meio da Câmara Técnica de Recuperação e Proteção de Nascentes, que integra o Comitê Tubarão e Complexo Lagunar. Membros do Comitê constataram sua atual situação em visita técnica realizada dia 25 de maio.

Para registrar a evolução da vegetação na área protegida, o Comitê contou com um drone, que sobrevoou a nascente. Ela estava devidamente cercada e com muitas árvores que foram plantadas ainda em 2009, o que é fundamental para sua preservação. No seu relato, o proprietário informou que a fonte secou há quase quinze dias. Felizmente, com o que ela produziu anteriormente, conseguiram armazenar a água em um açude, que também recebia contribuição de outra nascente.

Nestas localidades, o abastecimento de água para uso doméstico, produção agrícola e pecuária dependem das nascentes. Várias dessas nascentes já passaram pelo trabalho de preservação e orientação aos produtores locais, feito pelo Comitê Tubarão.

Participaram da visita técnica o Presidente do Comitê, Francisco de Assis Beltrame e o Secretário Executivo, Patrício Higino de Mendonça Fileti.


Imagem 01 – Nascente vista da área de toda propriedade com açude para reserva de água.

Imagem 02 – Nascente vista de cima.

Imagem 03 – Presidente Francisco Beltrame, Secretário Executivo Patrício Fileti e Sr Rangel Bortolo, proprietário.

Imagem 04 – Vistoria na Nascente em 2009.

Imagem 05 – Nascente em 2009 já cercada e com plantio das mudas.

Presidente do Comitê Tubarão esclarece ações recentes em entrevista à Rádio Bandeirantes

Presidente do Comitê Tubarão esclarece ações recentes em entrevista à Rádio Bandeirantes

O presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Tubarão e Complexo Lagunar, Francisco de Assis Beltrame, concedeu entrevista à jornalista Vera Mendonça (Rádio Bandeirantes) no dia 3 de junho, para esclarecer como está o processo de avanço da cunha salina no Rio Tubarão. Um dos pontos abordados foi sobre a importância do equipamento adquirido recentemente – a Garrafa Van Dorn – necessário na medição de águas profundas. O equipamento está sendo utilizando com frequência para monitorar o avanço da cunha salina no Rio Tubarão, através da condutividade elétrica.

O presidente esclareceu que o uso do equipamento é algo diferenciado e único na região, por isso a importância de sua aquisição, contribuindo de modo significativo neste momento em que há uma demanda de monitoramento constante das águas, embasando a tomada de decisões. O equipamento tem sido disponibilizado também a outras entidades com a mesma finalidade.

Na sequência, ele atualizou informações sobre o avanço da cunha salina, que já atingiu o local de captação de água. “Há um nível de controle constante da Tubarão Saneamento, para liberar a distribuição de água à população, e a salinidade atual não impede o tratamento. No entanto, pode haver um reflexo ao consumidor, no que diz respeito a equipamentos como chuveiros e torneiras elétricas. O tratamento para retirar a salinidade seria um tanto oneroso. De qualquer forma, a empresa não suspendeu a coleta de água, como ocorreu em outros municípios, o que não significa que não exista o risco por conta do período de estiagem”, explicou.

Sobre a possível construção de uma barragem no Rio Tubarão, a fim de frear o avanço da cunha salina, o presidente esclareceu que estão sendo aproveitadas as obras na área central do rio, minimizando o problema. No entanto, isso traz reflexos com problemas de salinidade a outros pontos, como a captação de água da empresa Engie. “De qualquer forma, esse barramento é temporário. Outras obras específicas para esta finalidade precisariam respeitar alguns critérios e ainda estão em discussões, uma vez que implicariam na interrupção do curso do rio, por exemplo. A Tubarão Saneamento precisaria de uma alternativa para a captação e distribuição de água”, completou.

Esta alternativa foi motivo de debate em reunião no dia 2 de junho, entre o Comitê Tubarão, Tubarão Saneamento e Defesa Civil. Há uma possibilidade de se instalar um conjunto de bombas para trazer a água até a Estação de Tratamento de Água ou fazer um barramento próximo da captação a fim de impedir o avanço da cunha salina.

Beltrame reforçou à população que este é um dos problemas da estiagem, mas há outros. Na área rural, por exemplo, várias nascentes estão secando.

Ele encerrou a entrevista compartilhando orientações sobre como economizar água. O teor da entrevista também ocorreu na Rádio Cidade e Rádio Tubá.

Grupo Técnico buscará soluções para conflitos entre produtores rurais e a Espécie Capivara

Grupo Técnico buscará soluções  para conflitos entre produtores rurais e a Espécie Capivara.

Este foi  tema de debate técnico na Associação dos Municípios da Região de Laguna (Amurel), no dia 13 de maio, reunindo membros do Colegiado de Meio Ambiente, produtores rurais, e Entidades em geral.

Como debatedores, participaram o Professor e Biólogo Joares May, Mestre em Epidemiologia Veterinária, o Professor Guilherme de Souza Valente, Vice-reitor da Unibave e Coordenador do Curso de Medicina Veterinária, o Professor e Médico Veterinário André Freccia, o Diretor Executivo da Amurel, Celso Heidemann, o Engenheiro da Amurel, Alexandre Martins e a Engenheira Bianca Mendes, da Fundação de Meio-Ambiente de Braço do Norte (Funbama).

Um dos objetivos foi iniciar o levantamento de informações para a implementação de políticas públicas que possam mitigar os impactos causados pela espécie. Uma das ações foi a criação de um Grupo Técnico que ampliará as discussões, no qual o Comitê Tubarão terá acento pois em uma sugestão do Professor Joares comentou que para resolver eventuais problemas com as Capivaras, devemos também recuperar Nascentes e matas Ciliares dos Rios e o Comitê já faz este trabalho desde 2009, e assim podendo contribuir e auxiliar em futuros projetos para Recuperação das Nascentes e matas ciliar. O Grupo será coordenado pelo Instituto do Meio-Ambiente (IMA).

Membros do Comitê participaram deste debate. Ao final do encontro foi criado um grupo Técnico que será coordenado pelo IMA, em que foi solicitado a participação de Técnicos do Comitê pois em uma sugestão do Professor Joares comentou que para resolver problemas com as Capivaras devemos também recuperar Nascentes e matas Ciliares dos Rios e o Comitê já faz este trabalho desde 2009.

A capivara – maior roedor do mundo – vive às margens de rios, lagos e nascentes, onde se refugia do ataque de possíveis predadores, uma vez que consegue ficar submersa. Sua alimentação tem como base o capim, ervas e qualquer outra vegetação encontrada no entorno desses locais. Porém, este ciclo tem causado prejuízos aos produtores que possuem plantações às margens dos rios, comprometendo ainda a recuperação das matas ciliares.

Reflexos da ESTIAGEM na Bacia Hidrográfica do Rio Tubarão e Complexo Laguna

Os 22 municípios que integram a RH9 (Região Hidrográfica 9) abrangendo a área de duas Bacias Hidrográficas do estado de Santa Catarina, a Bacia Hidrográfica do Rio D’Una e a Bacia Hidrográfica do Rio Tubarão, além de Bacias contíguas com sistemas de drenagem independentes e o Complexo Lagunar Sul Catarinense, assim como em outras regiões do estado catarinense, enfrentam, neste cenário de estiagem prolongada, uma situação bastante difícil e com reflexos em diversos setores.

Contudo, além da má qualidade dos recursos hídricos, na maior parte da nossa Bacia Hidrográfica, já ser um problema crônico de longa data, agora incluímos o agravamento promovido pela estiagem, resultando, indubitavelmente, num processo de escassez hídrica.

Já nos deparamos com implicações importantes afetando o abastecimento para consumo humano e dessedentação de animais, cujos usos são prioritários.

Em relação ao abastecimento para consumo humano, diversos municípios já encontram sérias dificuldades para suprir plenamente essa demanda.  O município de Laguna, por exemplo, divulgou uma nota no dia 22.05.2020, que “[…] devido estiagem, município pode decretar situação de emergência por falta de água no Distrito do Ribeirão Pequeno”.

Assim como o Distrito de Ribeirão Pequeno, várias outras localidades e propriedades rurais que utilizam nascentes e/ou pequenos cursos d´água para consumo humano e dessedentação animal, relatam a redução na quantidade do volume de água, limitando seu uso ou até mesmo a extinção destes enquanto perdurar este cenário crítico.

Outro exemplo bastante preocupante é a situação da qualidade da água bruta captada para a ETA (Estação de Tratamento de Água) de Tubarão, que tem potencial de impactar no abastecimento de água potável para os municípios de Tubarão e Capivari de Baixo. Razão disso é o fato de que o único exutório da nossa Bacia se conecta na Lagoa de Santo Antônio, via Rio Tubarão e desta, por sua vez, ao mar, pela Barra da Laguna, e por influência de marés combinada com a estiagem prolongada, o avanço e a permanência da intrusão da cunha salina no Rio, já atinge o ponto de captação da ETA, distante a mais de 30 quilômetros da foz do Rio. Caso haja a evolução deste fenômeno natural poderá ser necessária a interrupção da captação, no local onde hoje se encontra.

A condutividade elétrica se encontra em níveis nunca vistos antes na água captada para a população destes dois municípios. Após a informação sobre o aumento da salinidade ter sido levada ao conhecimento do público em geral, consumidores tem reportado pequenos choques nos chuveiros e torneiras elétricas e registros de alegados danos em alguns equipamentos/aparelhos. Também nos chegam informações de consumidores narrando que por vezes sentem diferença no sabor da água que chega às torneiras. Segundo a Tubarão Saneamento, concessionária atuante no Município de Tubarão, tem monitorado a qualidade da água, a qual, tem atendido aos parâmetros de potabilidade exigidos.

Setores energéticos também relatam dificuldades e preocupações.

A salinização está atingindo também o Rio Capivari que tem captação para as usinas termoelétricas da ENGIE e tem picos de condutividade alta. Por enquanto, não tem comprometido a geração de energia, mas é uma preocupação que tem gerado alertas importantes, tendo em vista que há limite de condutividade a serem observados para captação de água para os sistemas de tratamento d’água e resfriamento das usinas.

Em relação às hidrelétricas (PCHs) instaladas na região do Vale do Braço do Norte, estão com a geração mais baixa da história. Geram com a vazão baixíssima e dentro das condições técnicas mínimas de cada uma, e às vezes precisam desligar.

A agricultura da região também teve, e se não houver rapidamente a normalidade das precipitações pluviométricas, continuará tendo prejuízos. Se a estiagem persistir, boa parte das áreas cultivadas com arroz na região corre o risco de não serem implantadas a partir de setembro, em função da salinização anormal de diversos mananciais do complexo lagunar.

Por sua vez, muitos pecuaristas relatam dificuldades para suprir a demanda de água para a dessedentação de animais, além de expor outro grave problema que é a disponibilidade de forrageiras e pastagens para seus animais, que, pela falta de chuvas, seu crescimento é severamente afetado e, na maioria dos casos, praticamente secam.

Compete a cada um de nós que reconheçamos a situação crítica e atípica pela qual estamos passando e que possamos entender a necessidade de agir sempre com racionalidade, otimização e responsabilidade no uso da água, evitando desperdícios, principalmente nas comunidades urbanas, onde na maioria das vezes são gerados e não cobrados.

Tubarão/SC, 26 de maio de 2020.

 

Comitê da Bacia do Rio Tubarão e Complexo Lagunar
Francisco de Assis Beltrame
Presidente

Comitê Tubarão adquire equipamento para auxiliar na medição de salinidade do rio Tubarão

O Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Tubarão e Complexo Lagunar adquiriu um equipamento conhecido como Garrafa Van Dorn, que contribuirá com o auxílio do monitoramento da presença de cunha salina no rio Tubarão. Esta alteração da água tem impactado no processo de captação de água bruta da Estação de Tratamento de Esgoto que abastece Tubarão e Capivari de Baixo, afetando também a captação de água utilizado no sistema de refrigeração das Usinas Termoelétricas da ENGIE, bem como tem impactos negativos na rizicultura.

Com capacidade para 2 Litros, o equipamento é utilizado para coletar amostras estratificadas especificamente de águas mais profundas, com o objetivo de realizar estudos abióticos, e foi adquirido com recursos do próprio Comitê, a partir de contribuições feitas por apoiadores, entre eles a ENGIE, Sindicato da Indústria de Extração de Carvão do Estado de Santa Catarina (SIECESC) e um conjunto de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH’s).

O equipamento ficará à disposição das entidades que integram o Comitê, devendo, portanto, ser contatado o Secretário Executivo, Patrício Higino de Mendonça Fileti, para que faça as tratativas necessárias para a disponibilização.

Desde que foi detectada a presença da intrusão de cunha salina nas águas do Rio Tubarão e decretado estado de calamidade pública, na segunda quinzena de abril, o Comitê Tubarão tem participado de todo o processo de monitoramento e suporte técnico, em apoio ao Governo Municipal de Tubarão.

A situação da qualidade da água bruta captada para a ETA (Estação de Tratamento de Água) de Tubarão, que tem potencial de impactar no abastecimento de água potável para os municípios de Tubarão e Capivari de Baixo. Razão disso é o fato de que o único exutório da nossa Bacia se conecta na Lagoa de Santo Antônio, via Rio Tubarão e desta, por sua vez, ao mar, pela Barra da Laguna, e por influência de marés combinada com a estiagem prolongada, o avanço e a permanência da intrusão da cunha salina no Rio, já atinge o ponto de captação da ETA, distante a mais de 30 quilômetros da foz do Rio.

Uma das ações do Comitê tem sido a realização de campanhas de medições diárias monitorando a condutividade elétrica e salinidade da água, nível do rio com relação ao nível do mar, vazão e nível das marés.

 

ADRAM adquire equipamentos para agilizar trabalho do Comitê Tubarão

Com o objetivo de agilizar e dar mais efetividade ao trabalho do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Tubarão e Complexo Lagunar, a ADRAM (Agência Brasileira de Desenvolvimento Regional) adquiriu dois equipamentos para medição de parâmetros da qualidade da água.
Um deles, o Medidor Multiparâmetro AK88, é um instrumento que, através de sondas conectadas, realiza medições de vários parâmetros da água como pH, condutividade, salinidade, oxigênio dissolvido e temperatura. Basta uma única imersão para que ele revele os resultados no visor. Seu uso é indispensável nos processos laboratoriais e indicado para análises ambientais de monitoramento da qualidade da água em rios, lagos, piscinas, estações de tratamento, tratamento de efluentes.
Já o Turbidímetro Digital TU430, outro equipamento adquirido pela ADRAM, é um instrumento indicado para medir a turvação de líquidos, identificando a concentração de partículas sólidas suspensas na amostra.
Compacto e portátil, o aparelho facilita a utilização em campo, considerando o perímetro de atuação do Comitê, tornando viável a verificação do nível de turbidez (NTU) em água potável, rios, lagos, em tratamento de água residual, sistemas de aquecimento entre outros.
O turbidímetro é utilizado nos mais diversos processos de controle e tratamento de água, inclusive em teste de água potável, em tratamento de águas residuais, em rios, lagos, laboratórios, em estudos ambientais, nas indústrias alimentícias, de bebidas, farmacêuticas, químicas, têxteis, cosméticas, entre outros.
Além destas aquisições, possível por meio de projeto aprovado pela Justiça Federal, a Agência comprou um banco de dados ainda mais completo e seguro em meio digital, que passará a hospedar planilhas, imagens e documentos diversos do Comitê Tubarão.
Para o superintendente da ADRAM, professor Ruben Cesar Reinoso, a Agência tem se equipado a fim de atender as demandas com ainda mais agilidade. “Contar com recursos como este permitem resultados ainda mais efetivos na gestão de projetos por parte da ADRAM, somados sempre aos profissionais que são nosso grande diferencial”, reforça.

Apresentação do Relatório de Segurança de Barragem – PCH Santa Rosa

Apresentação do Relatório de Segurança de Barragem – PCH Santa Rosa
Local: Centro Integrado de Gerenciamento de Risco e Desastre – CIGERD
Data: 14/10/2019

O relatório foi apresentado pela empresa terceirizada de projetos de engenharia e, dentre outras informações, demonstrou o Plano de Ação Emergencial – PAE, bem como o as delimitações da Zona de Auto Salvamento – PAE. Esteve presente o Coordenador Técnico da Adram, o Eng. Guilherme J. Herdt e pode presenciar a apresentação de legislações pertinentes acerca de segurança de barragens e informações de monitoramento de barragem da Pequen Central Hidroelétrica (PCH). A participação foi importante para subsidiar tecnicamente a Adram na re-oxigenação das Câmaras Técnicas do projeto que a Adram gerencia em parceria com o Comitê da Bacia do Rio Tubarão e Complexo Lagunar.

SDE repassa cerca de R$ 1 milhão para gestão dos Comitês de Bacias no Estado

Com o objetivo de assegurar a qualidade e eficiência da gestão dos recursos hídricos de Santa Catarina, a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDE) finalizou nesta quinta-feira (19), o repasse de R$ 952.366,22 às instituições parceiras para o gerenciamento dos Comitês das Bacias Hidrográficas do Estado. A parceria com as entidades executivas vem contribuindo para um gerenciamento de excelência na execução do funcionamento dos Comitês no Estado.

“É papel do Estado garantir que a gestão hídrica seja tratada de forma estratégica e assegurar o uso presente e futuro da água em Santa Catarina de forma sustentável”, destaca o secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável, Lucas Esmeraldino.

O secretário executivo do Meio Ambiente (SEMA), Felipe Assunção Alencar, reforça que as entidades que gerenciam os Comitês de Bacias, “têm o propósito de fornecer subsídios e fomentar discussões e ações, em relação à gestão de recursos hídricos, para que sejam cada vez mais efetivas na ponta, trazendo resultados relevantes para a população e ao meio ambiente”.

Nos Termos de Cooperação assinados em 2018, por meio de um processo de Chamamento Público, para a operacionalização dos Comitês das Bacias Hidrográficas do dos Rios Araranguá e Urussanga; Rio Tubarão e Complexo Lagunar e do Rio Cubatão, Cachoeira e Itapocu, foram definidos os respectivos gerenciamentos por meio das entidades executivas: de Proteção da Bacia hidrográfica do Rio Araranguá (AGUAR), Agência Brasileira de Desenvolvimento Regional (ADRAM) e a Fundação Educacional da Região de Joinville/FURJ.

“Os comitês apoiam o Estado no debate e execução das ações de interesse comum nas bacias hidrográficas e as entidades cumprem o papel de base focal no gerenciamento, concluindo assim um circulo virtuoso de uma gestão efetiva da água”, completa a diretora de Recursos Hídricos da SDE, Jaqueline Isabel de Souza.